A comunicação como instrumento de inclusão e promoção de cidadania foi debatida na Oficina de Mídia, ministrada pelo sociólogo e professor da rede estadual de ensino, Luis Antônio Moura, e pela cineasta e integrante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Berenice Mendes. O debate ocorreu no Parque Eduardo Gomes, na quarta-feira, 27.
A experiência de utilização de recursos audiovisuais por moradores nas vilas União dos Operários e Santo Operário foi apresentada por Moura como uma forma de apropriação da própria história. Ele relatou desde o início das ocupações as diversas formas de repressão sofridas pela população local e a exclusão das narrativas dos moradores das mídias tradicionais. Para Luis Antônio, os vídeos são uma forma de afirmação da identidade, uma forma de re-contar a história, como nos documentários produzidos para os 25 anos de posse da terra, em 2009. “O FSM é um espaço onde os excluídos estão para reverter a situação hegemônica. Nós somos o Fórum”, disse.
Como militante pela democratização da comunicação, Berenice explicou a importância da apropriação da população pelas ferramentas de comunicação, em busca de uma mídia pautada pelos interesses populares. “A gente tem que contar a nossa história. Não essa história que está aí nas novelas, uma coisa descolada da realidade, um pensamento único, que induz ao consumo de bens supérfluos e nos fideliza”, criticou.
Após a palestra aconteceu a exibição de um vídeo preparado pelo sociólogo como exemplo. A oficina teve duração de 3h, com a participação de moradores locais e estudantes.









