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Representar as pessoas e fortalecer as organizações sociais.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Fiorotti em encontro de vereadores e prefeitos do PT

Na última segunda-feira, 22 de outubro, o vereador Ivo Fiorotti esteve participando de uma plenária estadual de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos do PT. O objetivo foi conhecer e dar visibilidade à Carta da candidatura Haddad/Manuela aos municípios brasileiros.
Confira a íntegra da Carta:

CARTA-COMPROMISSO COM O FORTALECIMENTO DOS MUNICÍPIOS
Nosso país está imerso em uma grave e inédita crise econômica, política e social.
Essa crise atingiu as finanças dos Estados, DF e municípios. Somada ao crescente
desemprego, à consequente redução da arrecadação tributária e ao aumento da
demanda por serviços públicos, resultando em um desequilíbrio fiscal que afeta a
capacidade dos governos municipais de oferecerem serviços públicos de qualidade à
sua população.
A vida política nacional encontra-se numa encruzilhada decorrente de um colapso
institucional que ameaça o pacto republicano e democrático expresso em nossa
Constituição.
Como Ministro de Educação, promovi um amplo diálogo com prefeitas e prefeitos, o
que permitiu alcançar muitos avanços. Como candidato à Presidência da República,
dirijo-me às autoridades municipais do nosso país para afirmar minha determinação
em retomar um projeto de desenvolvimento econômico, social e ambiental, de caráter
republicano, que terá nos municípios e nos seus governantes parceiros estratégicos.
No meu governo, os municípios serão protagonistas do desenvolvimento do país.
Fui prefeito da maior cidade do país e sei das dificuldades que os municípios
atravessam neste momento. Por esse motivo, assumo os seguintes compromissos:
1. PACTO FEDERATIVO: Propor a revisão do atual Pacto Federativo, buscando
aumentar a autonomia dos municípios, ao garantir o equilíbrio entre as
responsabilidades e as receitas disponíveis. Apoiar a implementação do Estatuto da
Metrópole e a constituição de Autoridades Públicas Metropolitanas para a mobilidade
(bilhete único metropolitano) e demais serviços públicos de interesse comum.
Fortalecer os consórcios públicos, regionais e temáticos, e demais arranjos territoriais,
suprimindo as restrições ao seu financiamento e valorizando a interiorização, para
garantir aos municípios menos populosos a oferta de serviços públicos de qualidade de
interesse comum.
Coligação O Povo Feliz de Novo • PT - PROS - PCdoB • CNPJ 31.478.171/0001-54
2. CRESCIMENTO DA ECONOMIA: Revogar a Emenda Constitucional 95, que congela
os investimentos por 20 anos e dificulta as transferências federais para estados
e municípios. Retomar os investimentos públicos, realizar as reformas bancária e
tributária para reduzir o custo do crédito, isentar de imposto de renda quem ganha
até 5 salários mínimos para estimular o consumo e retomar imediatamente as obras
paradas para assegurar o crescimento da economia e a geração do emprego.
3. FINANÇAS MUNICIPAIS: Aumentar os repasses federais do FPM, aprimorando seus
critérios para promover mais justiça federativa. Instituir mecanismos que garantam
a manutenção e a previsibilidade dos valores de repasse do FPM quando ocorrerem
reduções nas receitas federais vinculadas. Estabelecer uma política para enfrentar a
crise de custeio dos serviços públicos municipais. Readequar o financiamento dos
programas federais executados nos municípios, hoje subfinanciados.
4. SAÚDE: Ampliar o financiamento do Sistema Único de Saúde – SUS, aumentando os
repasses para os municípios, com mais recursos para exames e atendimentos de média
e alta complexidade, bem como cirurgias eletivas.
5. EDUCAÇÃO: Tornar permanente o FUNDEB, que tem previsão de encerramento em
2020, com aumento da participação da União, de forma a sustentar a educação básica,
da creche ao ensino médio, na perspectiva de fortalecimento das escolas de tempo
integral. Garantir a retomada dos recursos dos royalties do petróleo e do fundo social
do Pré-sal para a educação e a saúde.
6. SEGURANÇA PÚBLICA: Desenvolver parcerias com estados e municípios por uma
política integrada de segurança pública. Ampliar as atribuições da Polícia Federal para
o combate implacável ao crime organizado. Fortalecer as estruturas estaduais e o apoio
às guardas municipais. Investir na prevenção da violência contra as mulheres, apoiando
a ampliação das Delegacias Especiais de Proteção à Mulher e demais medidas
protetivas, como a retomada da Casa da Mulher Brasileira, dentre outras.
7. HABITAÇÃO: Retomar os Programa Minha Casa, Minha Vida, especialmente para
a faixa 1, que atende famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos. Contrataremos a
construção de 2 milhões de moradias até 2022.
8. ILUMINAÇÃO PÚBLICA: Promover a modernização da iluminação pública, com uso
das lâmpadas de LED, o que contribui para melhorar a segurança, gerar emprego,
economizar energia e reduzir os custos.
9. MOBILIDADE URBANA: Retomar os investimentos federais na modernização
dos sistemas de transporte público, dando prioridade para trens, metrô, VLT, BRT e
corredores exclusivos de ônibus. Municipalizar a CIDE Combustíveis para financiar as
políticas de mobilidade urbana.
10. CULTURA, ESPORTE E LAZER: Aumentar os investimentos federais na
implementação de espaços culturais, de esporte e lazer, especialmente para as
juventudes e as pessoas idosas, como forma de fortalecimento da cidadania.
As políticas recessivas do atual governo não resolvem a crise estabelecida no país
e conformam um cenário desastroso para os municípios e seus cidadãos e cidadãs.
O Brasil precisa trilhar o caminho do desenvolvimento, e não repetir esta fórmula
desastrosa de Temer, corroborada e defendida por Bolsonaro, que já se comprovou
ineficaz ao promover o desemprego, o endividamento, o aumento da pobreza e a volta
da fome. Para superar essa dura realidade, o Estado precisa retomar sua capacidade de
investimento e direcionar sua ação para as pessoas que mais precisam.
Assumo o compromisso de constituir instrumentos mais efetivos de cooperação
e coordenação com estados e municípios, que melhorem a qualidade dos gastos
públicos, sem comprometer as políticas públicas e a produção de riquezas para
desenvolver a economia local e regional e gerar mais empregos.
Necessitarei do apoio e da mobilização das prefeitas e dos prefeitos para viabilizar,
pelo Congresso Nacional, a revogação da Emenda Constitucional 95, que instituiu
o teto dos gastos, e aprovar uma reforma no sistema tributário que recupere os
mecanismos de financiamento do Estado brasileiro, em especial nos municípios, que
estão na base da sociedade, desonerando aqueles que pouco ou nada têm.
É na cidade que a vida real acontece, é lá que os problemas ocorrem e precisam ser
resolvidos.
Constituirei, no âmbito da Presidência da República, o Conselho da Federação,
formado por governadores e governadoras, prefeitos e prefeitas, como principal
espaço de governança federativa participativa. O Conselho, como órgão de
assessoramento superior do Presidente da República, terá estatuto semelhante ao do
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Na Presidência da República serei parceiro das prefeitas e dos prefeitos, para que
possamos juntos garantir educação, saúde, emprego, renda, segurança e serviços
públicos de qualidade, promovendo cidadania, respeito à diversidade e assegurando
justiça social para toda a população do Brasil.
Mais autonomia, mais força para os municípios!
Um forte abraço,
Fernando Haddad
São Paulo, 16 de outubro de 2018.

sábado, 17 de maio de 2014

Mundial traz benefícios sem tirar dinheiro de área sociais

Os gastos com os estádios para a #CopadasCopas foram pagos com financiamento do governo federal, aportes de estados e municípios e recursos privados. No caso do governo federal, portanto, não competem os gastos com saúde e educação, uma vez que estas políticas são financiadas com recursos do orçamento tirados de impostos, diferentemente dos empréstimos. A constatação, feita pela Escola Nacional de Formação, do PT, desmonta um dos falsos mitos fabricados em torno da Copa do Mundo de 2014. Em minucioso estudo, a entidade levanta um conjunto de razões em defesa da competição e mostra porque o Brasil, não por acaso, conquistou nos quatro cantos do planeta o título de país do futebol.O estudo serve também para desconstruir em definitivo as manipulações produzidas pela oposição e por setores da sociedade, seja por ignorância ou má fé. O mais absurdo deles é o de que o governo federal está jogando dinheiro fora com estádios, sem trazer benefícios à população. Nada mais falso.
Os benefícios são visíveis e imediatos. Entre eles: intensificação da exposição do Brasil ao mundo – a Copa será vista por metade da população do planeta. Houve aceleração de investimentos em infraestrutura, como em mobilidade urbana e aeroportos; ampliação do turismo doméstico e de estrangeiros no país; e amplo retorno financeiro desses empreendimentos.Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa totaliza 25,6 bilhões de reais. Quase 70% desse montante (17,6 bilhões de reais) representam investimentos em infraestrutura e políticas públicas, especialmente em mobilidade urbana (8 bilhões de reais), aeroportos (6,2 bilhões de reais), segurança (1,9 bilhão de reais) e portos (600 milhões de reais).São investimentos, em sua maior parte, que ocorreriam independentemente da Copa, mas que foram por ela antecipados ou acelerados.
Outro mito desmontado é o de que o brasileiro não está nem aí para a Copa. Nada mais falso. O futebol, garante o estudo, “é parte fundamental da cultura brasileira e uma de suas mais elevadas expressões”. Não por acaso, o historiador Eric Robsbawm assim se pronunciou sobre a magia do brasileiro com a bola nos pés: “Quem, tendo visto a seleção brasileira em seus dias de glória, negará sua pretensão à condição de arte?”Somos pentacampeões mundiais e sérios candidatos ao hexa. O estilo peculiar do escrete brasileiro, acrescenta o estudo, “transformou nossa seleção em ponto de referência de um futebol competitivo e, ao mesmo tempo, de alto nível estético”.Veja, ponto-a-ponto, os benefícios da Copa mapeados pela Escola Nacional de Formação.
Por que trazer a Copa do Mundo para o Brasil?
Em primeiro lugar, porque o futebol é parte fundamental da cultura brasileira e uma de suas mais elevadas expressões.Introduzido no país no final do século XIX por ingleses, rapidamente o futebol ganhou popularidade entre nós, ao ponto de identificarmos, ainda nas primeiras décadas do século passado, um jeito próprio brasileiro de jogar futebol: leve, misturado, criativo e plástico. No pós Segunda Guerra, com a organização do Mundial em 1950 e com os títulos de 1958, 1962 e 1970, o futebol brasileiro superou o que Nelson Rodrigues chamaria de “complexo de vira-latas” – a ideia de que o Brasil jamais daria certo. A seleção brasileira, então, alcançou a supremacia (confirmada em 1994 e 2002) no esporte coletivo mais assistido, praticado e admirado no mundo.
Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores ingleses, observou com propriedade a respeito do futebol brasileiro: “Quem, tendo visto a seleção brasileira em seus dias de glória, negará sua pretensão à condição de arte?” O estilo peculiar do escrete brasileiro transformou nossa seleção em ponto de referência de um futebol competitivo e, ao mesmo tempo, de alto nível estético. Com a possível exceção da música popular, nenhuma outra manifestação cultural brasileira atingiu tal padrão de excelência no cenário internacional.
Além do significado da Copa para a história e cultura brasileira, o torneio é um evento de grande porte internacional realizado nas cinco regiões do país, o que traz diversas oportunidades, tais como: intensificação da exposição do Brasil ao mundo, uma vez que a Copa deve ser vista por metade da população mundial; aceleração de investimentos em infraestrutura, como em mobilidade urbana, aeroportos etc.; ampliação do turismo doméstico e de estrangeiros no país; e amplo retorno financeiro.
Mas não era melhor investir em saúde e educação?
Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil totaliza R$ 25,6 bilhões (portal da transparência da Copa, www.copa2014.gov.br).
Cerca de 69% deste total (17,6 bilhões) representam investimentos em infraestrutura e políticas públicas, especialmente em mobilidade urbana (R$ 8,0 bilhões investidos), aeroportos (R$ 6,2 bilhões), segurança (R$ 1,9 bilhão) e portos (R$ 0,6 bilhão). Ou seja, nestes casos a Copa contribuiu diretamente para acelerar investimentos associados ao bem-estar da população, bem como impulsionar a melhoria das políticas públicas. São investimentos, em sua maior parte, que deveriam ocorrer independentemente da Copa, mas que foram por ela antecipados ou acelerados.
Os outros 31% (R$ 8,0 bilhões) de despesas com o plano de investimentos para a Copa estão sendo destinados à construção e modernização de 12 estádios de futebol nas cidades-sede. Os gastos em estádios não ocorreriam sem a Copa, ao menos na dimensão e na velocidade com que foram feitos. Mas isso não quer dizer que comprometem os investimentos em educação e saúde ou que não tragam benefícios para além do torneio.
Em primeiro lugar, os gastos com os estádios foram pagos com financiamento do Governo Federal, recursos locais de Estados e Municípios, e recursos privados. No caso do Governo Federal, portanto, não competem com saúde e educação, uma vez que estas políticas são financiadas com recursos do orçamento oriundos de impostos pagos pelos contribuintes, diferentemente dos empréstimos. Ademais, além de não competirem com o orçamento, os empréstimos públicos voltam com juros para o Governo Federal. No caso dos Estados e Municípios que destinaram recursos próprios à construção/modernização de estádios, como no Rio de Janeiro ou em Brasília, é importante lembrar que por determinação legal, fiscalizada pelos Tribunais de Contas, são obrigados a destinar um percentual mínimo das receitas para educação e saúde; a construção de estádios não altera essa regra. Além disso, estádios como o novo Maracanã e o novo Mineirão, concedidos à iniciativa privada, gerarão receitas públicas ao longo do tempo que devem ressarcir grande parte das despesas com a modernização. Por fim, a reforma de estádios, como a do Beira Rio em Porto Alegre, também foi custeada com recursos privados; nestes casos, evidentemente, o investimento não compete com despesas públicas em saúde e educação.
Em resumo, além de não competirem com os gastos federais em saúde e educação, os investimentos em estádios, quando financiados com recursos públicos locais, não desobrigam Estados e Municípios de manterem e ampliarem suas despesas com educação e saúde.Em segundo lugar, é preciso contextualizar melhor o real esforço representado pela modernização de estádios em uma economia de renda média como a brasileira. Não há dúvida de que R$ 8,0 bilhões não é pouco dinheiro, mas, por outro lado, está longe de consistir em esforço acima das capacidades do país. Por exemplo, entre 2010 e 2013, quando as obras para a modernização dos estádios se intensificaram, o produto total brasileiro (PIB) alcançou R$ 18,8 trilhões (segundo o IBGE), ou seja, o custo total dos estádios (R$ 8,0 bilhões) representou o equivalente a 0,04% do PIB do período. Outra comparação: considerando apenas os gastos públicos federais com educação e saúde entre 2010 e 2013, a contabilidade pública revela que somaram R$ 825,3 bilhões, ou cerca de 100 vezes o custo dos estádios.
Por fim, a construção dos novos estádios gerou empregos na construção civil, estimulou o setor nos últimos anos e potencialmente alavanca a chamada indústria do futebol brasileiro. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o potencial de movimentação de recursos ligado ao futebol brasileiro chega a R$ 60,0 bilhões por ano com 2,1 milhões de empregos diretos e indiretos. Os novos estádios são peça chave deste potencial: tomando-se por base o Campeonato Brasileiro de 2013, os novos estádios modernizados atraíram público médio 88% maior do que o dos estádios antigos na mesma competição.
Mas, afinal, quanto e em quê estamos investindo para a Copa do Mundo ?
Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil totaliza R$ 25,6 bilhões (portal da transparência da Copa, www.copa2014.gov.br). Cerca de 69% deste total (17,6 bilhões) representam investimentos em infraestrutura e políticas públicas. São investimentos públicos, estatais e privados acelerados pela Copa e diretamente associados ao bem-estar da população. A discriminação destes investimentos é apresentada a seguir:
- mobilidade urbana, 45 obras e R$ 8,0 bilhões investidos em novas vias urbanas, acessos a aeroportos, corredores de ônibus, estações de metrô, 13 Bus Rapid Transit (BRTs) e 2 Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs);
- aeroportos, ampliação de 81% na capacidade de recepção de passageiros nas cidades-sede com investimentos de R$ 6,2 bilhões;
- segurança, investimentos em integração de sistemas, em inteligência, nos pontos de entrada do país e em 14 Centros Integrados de Comando e Controle perfazendo um total de R$ 1,9 bilhão;
- portos, melhoria nos terminais de Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Salvador, e alinhamento do cais de Santos, totalizando R$ 587 milhões;
- telecomunicação, investimentos de R$ 400 milhões em expansão da rede de fibra ótica estatal (Telebras) e em modernização de procedimentos e fiscalização da Anatel;
- turismo, expansão da infraestrutura e investimento em qualificação através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec Turismo) num total de R$ 196 milhões.
Os outros 31% (R$ 8,0 bilhões) de despesas com o plano de investimentos para a Copa estão sendo destinados à construção e modernização de 12 estádios de futebol nas cidades-sede. Os gastos com estádios foram realizados com financiamento do Governo Federal (R$ 3,9 bilhões do BNDES), com recursos de Estados e Municípios e com recursos privados. Os R$ 3,9 bilhões de financiamento do Governo Federal representaram 0,5% do total de desembolsos do BNDES entre 2010 e 2013, e voltarão com juros para o setor público.
Mas não é errado gastar dinheiro público em estádio de futebol ?
Como visto acima, os gastos com estádios não envolvem apenas recursos públicos. O Governo Federal, por exemplo, não realizou despesas orçamentárias com estádios, apenas emprestou para Estados, Municípios e clubes responsáveis pelos estádios. Os recursos destes empréstimos voltarão, com juros, para o Governo Federal e não competem com o orçamento e com outras políticas públicas. No caso dos Estados e Municípios que destinaram recursos próprios ou tomaram empréstimos para a construção/modernização de seus estádios, isto não os desobriga de manter e ampliar despesas com saúde e educação, por exemplo. Além disso, estádios como o novo Maracanã e o novo Mineirão, concedidos à iniciativa privada, gerarão receitas públicas ao longo do tempo que devem ressarcir parte das despesas com a modernização. Já a reforma de estádios, como a do Beira Rio em Porto Alegre, também foi custeada com recursos privados; nestes casos, evidentemente, parte do investimento não compete com despesas públicas. Em termos gerais, no curto prazo as obras nos estádios da Copa movimentaram a construção civil das cidades-sede do torneio e geraram emprego e renda. Do ponto de vista simbólico, preservam e modernizam parte do patrimônio cultural nacional. No médio e longo prazo, os novos estádios potencializam a chamada indústria do futebol no país, assim como grandes eventos culturais.
Por fim, uma abordagem mais pormenorizada da questão do dinheiro público nos estádios impõe análise caso a caso, incluindo considerações sobre as demandas das populações de cada uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo, a importância de cada uma delas para o futebol regional e nacional, perspectivas de atração de eventos e novos investimentos a partir dos estádios etc.
Todos os estádios foram construídos ou reformados com dinheiro público?
Não. Como discutido acima, os gastos com os estádios foram pagos com financiamento do Governo Federal, recursos locais de Estados e Municípios, e recursos privados. O Governo Federal, vale relembrar, não realizou despesas orçamentárias com estádios, apenas emprestou para Estados, Municípios e clubes responsáveis pelos estádios. Os recursos destes empréstimos voltarão, com juros, para o Governo Federal e não competem com outras políticas públicas federais. De acordo com a Matriz de Responsabilidades da Copa, última versão divulgada em setembro de 2013, o financiamento da construção e reforma dos estádios da Copa se distribuiu da seguinte forma:
- financiamento federal previsto: R$ 3,91 bilhões;
- recursos previstos dos Governos Locais: R$ 3,95 bilhões;
- recursos previstos da iniciativa privada: R$ 0,13 bilhão.
Mas o Brasil vai ganhar o quê com a Copa, além da parte cultural ?
A Copa do Mundo no Brasil mais do que se paga com a renda multiplicada e gerada a partir dos investimentos a ela associados. Levantamento da Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (FIPE), ligada à USP, estimou que a Copa das Confederações em 2013, com a presença de ¼ do número de seleções presentes na Copa do Mundo e com apenas 16 jogos (contra 64 da Copa do Mundo), acrescentou R$ 9,7 bilhões ao PIB. A expectativa é que a Copa do Mundo acrescente mais R$ 30,0 bilhões ao PIB, valor superior ao total de R$ 25,6 bilhões incluídos no plano de investimentos das cidades-sede e muito maior do que o gasto de R$ 8,0 bilhões com estádios. Durante os 30 dias da Copa, a previsão é de que tenhamos a circulação de mais de 600 mil turistas estrangeiros pelo país, o dobro da África do Sul em 2010, e mais de 3 milhões de turistas nacionais. De acordo com a Embratur, o valor total movimentado pelo turismo durante a Copa deverá chegar a R$ 25,0 bilhões.
Por fim, ressalte-se que a maior parte dos investimentos (R$ 17,6 bilhões) é em infraestrutura para o país, como a reforma de portos, aeroportos, mobilidade urbana e desenvolvimento turístico. São obras que ficarão para o país depois que a Copa do Mundo acabar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Frente Parlamentar do Bem Estar Animal visita Coordenadoria

Na tarde desta quinta-feira, 07, o líder da bancada do PT, vereador Ivo Fiorotti e os vereadores Celso Jancke e José Patrício, que compõem a  Frente Parlamentar do Bem Estar Animal, da Câmara de Vereadores de Canoas visitaram a Coordenadoria do Bem Estar Animal. 
Os parlamentares, membros da Frente e suas assessorias foram recebidos pelo coordenador Cristiano Moraes. O objetivo dos vereadores é manter dialogo com o Executivo, valorizando suas ações e políticas voltadas ao bem estar animal. Na ocasião, o coordenador apresentou as metas e os resultados já alcançados pela coordenadoria que foi criada em janeiro de 2013. Informou que vem sendo realizadas feiras de adoção, aos sábados durante o Prefeitura na Rua. Uma das metas é realizar 12 mil castrações em 4 anos, com o objetivo de promover o controle populacional, evitando abandono e maus tratos. Para os próximos meses está prevista a inauguração do Centro do Bem Estar Animal, que é uma obra conquistada através do Orçamento Participativo. Os vereadores também visitaram as obras do Centro do Bem Estar Animal.
O vereador Ivo Fiorotti é autor da lei nº. 5615, de 2011, que instituiu o Dia Municipal do Bem Estar Animal, comemorado, anualmente, na festa de São Francisco de Assis, dia 04 de outubro, integrando o calendário oficial do Município.

sábado, 13 de abril de 2013

Ivo Fiorotti e Nelsinho Metalúrgico inauguram escritório político

Na noite desta sexta-feira, 12, o vereador Ivo Fiorotti e o deputado estadual Nelsinho Metalúrgico inauguraram um escritório político conjunto em Canoas. O escritório fica na Av. Rio Grande do Sul, 4.200, na Vila União dos Operários, bairro Mathias Velho, próximo da Escola Thiago Würth. O ato de inauguração contou com a presença do deputado federal Marco Maia, o presidente municipal do PT, Rubens Pazin, a esposa do vereador Ivo, dona Ivonete Fiorotti (Diva), o presidente da Associação dos Moradores da Vila União dos Operários, Nildo Natal, o secretário adjunto de Governança, Célio Piovesan, a coordenadora da Coordenadoria de Política para as Mulheres, Márcia Falcão, o Diretor do Orçamento Participativo da Diretoria das Relações Comunitárias, Oli Borges, além de diversas lideranças comunitárias, de associações de moradores, de comunidades eclesiais, professores e diretores de escolas, apoiadores, colaboradores e assessores dos mandatos do vereador e do deputado. 
A solenidade foi coordenada pela chefe de gabinete do vereador Fiorotti, Vanir Piovesan, que destacou o propósito do deputado Nelsinho e o vereador Ivo com a instalação do escritório político. Disse que não se trata de uma parceria apenas entre o deputado e o vereador, mas uma parceria com a comunidade de todo o bairro Mathias Velho. O objetivo do escritório político é acolher as pessoas com suas demandas, ouvir a comunidade com seus anseios, críticas e sugestões. Em seu pronunciamento, Ivo Fiorotti confirmou este propósito, dizendo que “a função do escritório é acolher e servir”. O vereador informou que vai ser espaço de prestação de serviços e que além da orientação social, o escritório também vai dispor de apoio jurídico, de modo especial para questões previdenciárias. Ivo fez questão de agradecer ao deputado Marco Maia pelo seu empenho em garantir recursos para a construção de uma cancha coberta na Vila União dos Operários.
O deputado Nelsinho Metalúrgico disse que, juntamente com o vereador Ivo Fiorotti, quer estar próximo das pessoas, poder receber, ouvir e atender a comunidade. Nelsinho também salientou que a parceria com Fiorotti vai além do fato de manter um escritório conjunto. É uma soma de esforços num trabalho político em favor da cidade de Canoas. Disse que estão trabalhando juntos com o prefeito Jairo Jorge, o deputado federal Marco Maia e o senador Paulo Paim para garantir melhorias e transformações na vida dos canoenses.
Para o deputado federal Marco Maia a parceria do vereador Fiorotti e o deputado Nelsinho representa uma aliança de dois fortes segmentos que construíram o PT. Maia disse que é o encontro do movimento sindical, representado por Nelsinho e o movimento comunitário, representado por Fiorotti. Salientou que são dois fortes segmentos que ajudam a fortalecer, não só o PT, mas as organizações que lutam por direitos e dignidade das pessoas. O deputado federal Marco Maia também disse que este ano está completando 30 anos de militância política, que iniciou na Pastoral da Juventude. E neste período conheceu o trabalho e a militância de Ivo Fiorotti. O deputado também destacou o testemunho de liderança comunitária da esposa do vereador Ivo, a dona Diva que sempre marcou presença com protagonismo na organização social.

terça-feira, 12 de março de 2013

Fiorotti participa de comemoração dos 33 anos do PT

Foto: Luiz Antonio
O Líder da Bancada do PT, vereador Ivo Fiorotti, participou no último domingo, 10, da festa de comemoração dos 33 Anos do Partido dos Trabalhadores. A comemoração ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e contou com a presença de 500 pessoas entre filiados novos e antigos. Após o almoço, ocorreu o curso de formação de novos filiados.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fiorotti acompanha visita de representantes da população em obras da Região Sudoeste

Pazin (Pres. PT Canoas) e Ver. Ivo Fiorotti 
No último sábado, 12, o vereador Ivo Fiorotti participou da segunda edição das visitações às obras do Orçamento Participativo e Plano de Ação por Canoas (PAC Canoas), realizada pela Prefeitura de Canoas. A região visitada foi a Sudoeste, nos bairros Fátima, Mato Grande e Rio Branco. A comunidade, delegados do OP, além de gestores, vereadores, o prefeito Jairo Jorge e a vice Beth Colombo, participaram da atividade. "É motivo de muito orgulho para nós apresentar esta série de obras para vocês. É um trabaalho que serve para vocês fiscalizarem como o dinheiro público vem sendo investido. Pois só assim teremos uma cidade melhor", exaltou o prefeito.
Nos locais visitados, a comunidade recebeu explicações técnicas sobre as obras, assim como teve detalhadas suas complexidades, como a vala da Irineu, cuja obra é dividida em lotes, em um trabalho que precisa ser feito de forma meticulosa respeitando o ordenamento urbano. 
Clique AQUI e confira maiores detalhes das obras, bem como os valores investidos. A próxima visitação acontecerá no próximo sábado, na região Sudeste, que inclui os bairros Niterói e Nossa Senhora das Graças. 
Para o líder da bancada do PT na Câmara, vereador Ivo Fiorotti, "é importante que as lideranças comunitárias façam estes roteiros de visitação das obras da cidade, pois conseguem sentir de perto os resultados da participação popular", afirma Fiorotti.
Fonte: Prefeitura de Canoas (Notícia: Euclides Bitelo)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Estado abre concurso para Professor


Inscrições: 16 de janeiro até 3 de fevereiro de 2012.
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), realizará Concurso Público através de provas seletivas, sob a coordenação técnico-administrativa da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), para o provimento de cargo de Professor do Quadro de Carreira do Magistério Público, sob o regime estatutário.
O Concurso Público destina-se ao provimento de 10.000 vagas para o cargo de professor, com jornada de trabalho de 20 horas semanais.
As inscrições serão efetuadas exclusivamente pela Internet, no período de 16 de janeiro a 3 de fevereiro de 2012, no Formulário Eletrônico de Inscrição específico, disponível no endereço eletrônico www.fdrh.rs.gov.br onde também está disponível o EDITAL de Concurso N° 01/2011.
Leia mais em: