Por Fernanda Nascimento
A atuação das associações de moradores após a implantação de políticas públicas de participação foi o centro do debate da oficina O papel do movimento comunitário frente ao Orçamento Participativo (OP), ministrada pelo vereador Ivo Fiorotti e pelo presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Valério Lopes, em uma atividade organizada pela Coordenadoria de Relações Comunitárias no Fórum Social Mundial. O debate aconteceu no Parque Eduardo Gomes, na quinta-feira, 28.
O parlamentar é militante do movimento comunitário há mais de 30 anos, tendo participado da fundação de diversas associações de moradores em Canoas, participando da diretoria em alguns momentos. Para ele, o OP é um instrumento de fortalecimento dos movimentos comunitários. “As associações que compreenderam o processo do OP se fortaleceram, tiveram oportunidade de mobilizar as pessoas para as assembleias e isso oportunizou a oxigenação de lideranças”, afirmou. Fiorotti utilizou como exemplo a experiência como morador da Vila Pintada, no início do processo de OP em Porto Alegre e a vitória da Vila União dos Operários, no primeiro Orçamento Participativo em Canoas, em 2009.
Para o presidente da CONAM, o OP e os Conselhos vêm afastando a população da militância dentro das comunidades, “A partir de 1989 criamos um conjunto de mecanismos de participação popular. Talvez tenhamos um excesso de participação, mas não conseguimos eleger prioridades”, disse. Para Lopes, é importante o fortalecimento das uniões das associações de moradores (como a UAMCA, em Canoas), para a definição de pautas em comum.
O debate teve a participação do coordenador do Orçamento Participativo em Canoas, Célio Piovesan, do coordenador de Relações Comunitárias, Oli Borges e de mais de vinte presidentes de associações de moradores do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.
Imagens: Luiz Antônio Moura
O parlamentar é militante do movimento comunitário há mais de 30 anos, tendo participado da fundação de diversas associações de moradores em Canoas, participando da diretoria em alguns momentos. Para ele, o OP é um instrumento de fortalecimento dos movimentos comunitários. “As associações que compreenderam o processo do OP se fortaleceram, tiveram oportunidade de mobilizar as pessoas para as assembleias e isso oportunizou a oxigenação de lideranças”, afirmou. Fiorotti utilizou como exemplo a experiência como morador da Vila Pintada, no início do processo de OP em Porto Alegre e a vitória da Vila União dos Operários, no primeiro Orçamento Participativo em Canoas, em 2009.
Para o presidente da CONAM, o OP e os Conselhos vêm afastando a população da militância dentro das comunidades, “A partir de 1989 criamos um conjunto de mecanismos de participação popular. Talvez tenhamos um excesso de participação, mas não conseguimos eleger prioridades”, disse. Para Lopes, é importante o fortalecimento das uniões das associações de moradores (como a UAMCA, em Canoas), para a definição de pautas em comum.
O debate teve a participação do coordenador do Orçamento Participativo em Canoas, Célio Piovesan, do coordenador de Relações Comunitárias, Oli Borges e de mais de vinte presidentes de associações de moradores do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.
Imagens: Luiz Antônio Moura








